15 novidades do Salão que podem mudar nosso mercado em 2018

17/11/2017 10:11

Alguns lançamentos apresentados no Salão Duas Rodas, que estará aberto até domingo (19) no São Paulo Expo, devem trazer grandes mudanças ao mercado nacional em 2018. Mostrados pela primeira vez no país durante a feira, a maioria deles só será vista nas lojas e ruas brasileiras no início do próximo ano (veja as matérias sobre os lançamentos de cada marca aqui). Entenda por que estas 15 motos terão um papel importante em suas categorias e marcas:

 

BMW G310GS – a mini-GS traz a estética e o status das big trail da marca a um segmento de preço mais acessível e, principalmente, carente de opções. Por enquanto a única trail intermediária entre a Honda XRE 300 e a Yamaha XT 660R é a recém-lançada Kawasaki Versys-X 300. O interesse do público pela G310GS, no exterior e agora no Brasil, acena para um volume de vendas superior ao da G310R (dentro da empresa há quem aposte no dobro, pelo menos) e que pode mudar a posição da BMW no país.   

 

Harley-Davidson Softail – nova família Softail será composta por sete modelos unindo as antigas famílias Dyna e Softail, agora completamente atualizadas tecnologicamente (novos chassi, suspensões, motor) e visualmente. As modificações em ícones da marca como Fat Boy e Deluxe, além de Breakout, Fat Bob, Heritage Classic, Street Bob e a inédita Slim, que ainda não era vendida no Brasil, têm a missão de atrair um público mais jovem para a Harley, mas precisará vencer a resistência dos tradicionalistas. Claro, a chegada da Indian também estimulou a competitividade na empresa, que não quer perder a preferência do público custom.  

 

Honda X-ADV, CB 1100, CBR 1000RR e Gold Wing – com o scooter X-ADV 750, a retrô CB 1100 e as novas superbike CBR 1000RR e touring GL 1800 Gold Wing a Honda investe em diferentes segmentos para reforçar sua oferta e imagem entre as marcas de produtos premium. O scooter de visual aventureiro é um produto sem paralelo no mercado, que pode atrair atuais compradores de BMW C650 e Yamaha TMax (estes importados em pequenos lotes que rapidamente se esgotam no país, ano após ano). A CB 1100, se tiver a importação confirmada, marcaria a entrada da Honda no mercado liderado pela família Triumph Bonneville, mas teria a seu favor o forte apelo da conexão com a clássica CB 750. Por fim, a nova CBR coloca a Honda de volta na competição das superbikes, com destaque para a leveza (no peso e na pilotagem) e os preços competitivos de R$ 69.990 (standard) e R$ 79.990 (SP), enquanto a nova Gold Wing é uma mudança de paradigma na touring da marca, que além de confortável passa a adotar uma orientação de projeto mais leve e tecnológica.         

 

Kawasaki Ninja 400 – tem a missão de substituir a 300 e retomar a liderança em performance perdida na categoria para a Yamaha R3. À primeira vista a 400 impressiona pelo porte de moto maior, difícil de diferenciar da Ninja 650, mas é 8 kg mais leve que a 300 e atinge os 45 cv (contra 39 cv). O maior ganho, no entanto, será de torque para acelerações e retomadas: 3,9 kgf.m contra 2,8 kgf.m. Tanto a potência máxima quanto o torque máximo da 400 são atingidos em rotações menores, portanto mais rápido.     

 

KTM 390 Duke – a nova geração da Duke pode ser o que faltava para a marca deslanchar no Brasil. Além do apelo visual mais robusto reproduzindo a 1290, com farol de LED e painel TFT, corrige deficiências da anterior através do banco maior a mais confortável e do acabamento aprimorado. Pena que a 250 não veio junto para substituir a 200 com mais potência e o mesmo design da nova 390. 

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