Dorna e Triumph confirmam fornecimento de motores à Moto2

O acordo vinha sendo comentado como certo nos últimos meses e acaba de ser confirmado pelos organizadores do Mundial de Motovelocidade e pela Triumph, no sábado que antecede o GP da Itália. Com as supersport 600cc de rua em declínio no mercado, sendo substituídas por modelos de maior cilindrada e menor número de cilindros, a Honda não se interessou em renovar o contrato com a Dorna após a temporada 2018. Neste contexto, a Triumph assume o posto de fornecedora exclusiva a todas as equipes a partir de 2019.

A inglesa fabricante da Daytona 675 lançou neste ano uma variação de seu motor de 3 cilindros com cilindrada elevada a 765cc, para equipar a nova Street Triple. Desenvolve até 123 cv e 7,8 kgf.m de torque na versão RS. É provável que equipe também uma nova geração da Daytona, partindo do mesmo propulsor da RS que servirá de base para a Moto2 sem as restrições à emissão de poluentes e contando com componentes especiais, como válvulas de titânio mais leves e resistentes para atingir rotações maiores que na versão de rua.

Segundo o CEO da Dorna Carmelo Ezpeleta o objetivo é que a categoria se beneficie da característica entrega de potência e torque mais linear do 3 cilindros. Estima-se que o atual motor de 4 cilindros da Honda gere ao redor de 140 cv. Mais do que a mudança de performance em médias rotações a chegada da Triumph como fornecedora de motores trará outras mudanças à categoria intermediária. Motores mais estreitos resultarão em novos chassis e motos mais esguias, além de uma nova central eletrônica (ECU) estar nos planos dos organizadores.                  

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