Veja os comentários
Texto: Francis Vieira - Fotos Divulgação
Hoje, se um motociclista parar num posto e for abordado por um frentista perguntando se vai álcool ou gasolina, a primeira coisa que vamos pensar é que ele está trabalhando demais e precisa de férias, porém, isso está prestes a mudar e em breve teremos que nos acostumar com esta pergunta. Isso graças ao lançamento da nova Honda CG 150 Titan Mix, com tecnologia bicombustível que permite o abastecer com gasolina, álcool ou a mistura dos dois.
Este lançamento dá a Honda o status de ser a primeira fabricante de motos do mundo a utilizar o sistema em motos de baixa cilindrada e de produção seriada. O sistema, que foi até destaque no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Honda no Japão, é um pouco diferente do já conhecido sistema Flex presente nos automóveis por exigir uma certa quantidade de gasolina (20%) para as partidas a frio.
Painel tem fundo verde para lembrar o benefício ao meio ambiente pelo uso do alcool
Para orientar sobre as necessidades da motocicleta com relação á proporção de combustível para as partidas à frio, já que a moto não possui reservatório separado de gasolina para as partidas a frio, há duas luzes no painel -ALC e MIX – que acendem conforme a necessidade da motocicleta.
Quando ambas estiverem apagadas, significa que a partida é possível em qualquer temperatura. Se a luz "MIX" estiver acesa, o usuário deve abastecer sua motocicleta com um mínimo de dois litros de gasolina. Caso a lâmpada "ALC" esteja acesa, é preciso adicionar pelo menos três litros de gasolina. Se, ao ligar a chave de ignição, a lâmpada "ALC" piscar, significa que a temperatura ambiente é baixa e que o teor de álcool no tanque é alto – o que pode dificultar a partida. Já em caso de pane seca, é necessário que o usuário abasteça a motocicleta com, no mínimo, 50% de gasolina para que o sistema volte a funcionar adequadamente o mais rápido possível.
Como funciona.
Para manter sempre o bom funcionamento do motor, o ECM (Engine Control Module) analisa as informações enviadas pelos sensores sobre a proporção do combustível que está sendo utilizado e, a partir daí, coloca em funcionamento uma de quatro programações de funcionamento.
Programa 1: Tanque abastecido com gasolina
Programa 2: Tanque contendo gasolina e álcool na mesma proporção
Programa 3: Tanque contendo maior quantidade de álcool
Programa 4: Tanque abastecido apenas com álcool
Não foi preciso que o motor passasse por modificações físicas para receber o sistema, por este motivo ao utilizar somente gasolina os números de desempenho são os mesmos da antiga versão, com 14,2 cv de potência a 8.500 rpm e 1,32 kgf.m de torque a 6.500 rpm. Porém, abastecida com álcool há um pequeno aumento do rendimento, com 14,3 cv de potência e 1,45 kgf.m de torque. Além do ganho de potência, a utilização do álcool reduz a emissão de poluentes na atmosfera e pode propiciar maior economia com combustível dependendo do valor cobrado pelo do álcool, que sofre grandes variações dependendo da região.
Disponível em quatro cores: preta, vermelha, prata e azul, a nova Titan Mix chegará às concessionárias também nas versões KS (com partida a pedal), ES (com partida elétrica) e ESD(com partida elétrica e freio a disco dianteiro). O preço sugerido pelo público será 300 reais mais caro do que na versão somente a gasolina: R$ 6.340,00 pela versão KS, R$ 6.890,00 na ES e R$ 7.290,00 pela ESD.