Nova KTM 790 Duke tem preço, mas não será lançada no Brasil

23/11/2017 04:11

Apresentada há duas semanas no Salão de Milão (EICMA), a 790 Duke tem a missão de representar a marca austríaca no disputado segmento de nakeds de 800cc, agora com o preço definido: 9.950 euros com vendas previstas a partir de maio de 2018 na Europa. O valor equivale ao dobro da 390 Duke e é 10% superior ao das concorrentes Yamaha MT-09 e Triumph Street Triple 765 S naquele mercado, posicionamento que no Brasil corresponderia a cerca de R$ 44 mil.

No formato atual de operação da KTM no país não há chance para a 790, e representantes da subsidiária confirmam isto. Hoje a marca se concentra na montagem de modelos de baixa cilindrada (200 e 390 Duke) em Manaus (AM), obtendo assim benefícios fiscais que permitem às Duke serem vendidas por valores competitivos. Já a 1290 Super Duke R, importada, custa R$ 90.218, mas se fosse montada em sistema CKD poderia ter o preço reduzido em pelo menos R$ 15 mil. A diferença é que a expectativa de vendas com a Super Duke é baixa, trata-se de um modelo topo de linha que serve de vitrine tecnológica para a KTM, enquanto a 790 Duke não teria espaço se fosse importada por um valor estimado ao redor de R$ 55 mil, se distanciando das nakeds concorrentes de R$ 39 mil a R$ 42 mil e ficando mais próxima de modelos que entregam performance e pacotes superiores por R$ 60 mil – caso das BMW, Triumph e Ducati montadas em Manaus.    

O que estamos perdendo...

A nova KTM 790 Duke estreia o primeiro motor de 2 cilindros paralelos da fabricante, já que até então a configuração preferida era 2 cilindros em V. Rende 105 cv a 9.500 rpm e 8,8 kgf.m a 8.000 rpm para 169 kg (seca), perdendo apenas para a Triumph Street Triple 765 no quesito peso (166 kg). A KTM, no entanto, afirma que seu conjunto de motor e chassi é o mais compacto da categoria, o que pode favorecê-la na distribuição de peso e consequentemente na agilidade. Potência e torque máximos não são os maiores da categoria, mas as curvas são as mais progressivas e sua disponibilidade em baixas e médias rotações sem dúvida é superior, proporcionando mais apetite nas acelerações e retomadas.  

As suspensões WP, empresa do mesmo grupo austríaco, têm garfo invertido de 43 mm e amortecedor com mola progressiva, ajustável apenas na pré-carga. Os freios são de 300 mm com pinças de quatro pistões na frente e o cornering ABS pode ser desligado e tem modo Supermoto, que permite o travamento da traseira. O pacote eletrônico é o ponto alto da 790, com quatro modos de pilotagem que atuam sobre controles de tração, freio-motor e largada, que se adaptam à inclinação da moto com auxílio da unidade de medição inercial (IMU), como nas esportivas mais recentes. O quickshifter bidirecional também é item de série.

 

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