Teste: nova BMW S1000XR está ainda mais veloz

Já testamos e comparamos vários modelos do segmento crossover, que têm virtudes de motos esportivas e o conforto da posição de pilotagem de big trail. Essa miscelânea que junta o melhor de dois mundos em nome de experiências mais prazerosas na estrada têm na BMW S1000XR sua melhor referência. Nesta atualização que acompanha a mudança na linha 2017 europeia a BMW manteve o preço em R$ 72.900 e mudou a paleta de cores, agora acrescentando às opções vermelho e cinza, um tanto simples, um sofisticado azul fosco.

A maior mudança na XR foi o motor de 4 cilindros que ganhou 5 cv de potência máxima e 0,2 kgf.m de torque, totalizando 165 cv a 11.000 rpm e 11,42 kgf.m a 9.250 rpm. Para isso os engenheiros alemães mudaram o sistema de escapamento e reajustaram a programação da central eletrônica. Se na prática a sensação de mudança é sutil, na prova dos números de nosso teste definitivamente foi mais rápida: aceleração de 0 a 100 km/h passa de 3s38 para 3s21, no topo de nosso ranking; as retomadas em 6ª marcha melhoraram ainda mais em algumas faixas de velocidade, como de 60 a 80 km/h que foi reduzida de 2s14 para 1s78.

Rain, Road, Dynamic e Dynamic Pro são os quatro modos de pilotagem que atuam sobre a entrega de potência e controles eletrônicos como a intensidade de atuação de ABS (cornering), controle de tração e das suspensões que se ajustam continuamente de acordo com a situação. É perceptível como o comportamento das suspensões vai se transformando conforme você apimenta a tocada, do mais macio e confortável modo Rain à rigidez de superbike no Dynamic Pro. Ajuda extra para economizar tempo nas trocas de marcha é dada pelo quickshifter bidirecional, basta continuar com o punho virado e despejar marchas apenas movimentando o pé – o mesmo é válido para as reduções.

Continua competente

A família S1000 foi muito bem parida desde o começo, com a superbike RR no fim da década passada. A precursora inovou em eletrônica embarcada e potência na época, depois transportando o mesmo padrão à naked R (que acaba de recer a mesma atualização no motor) e a esta crossover XR. Na XR parece que os alemães se sentiram confortáveis para fazer poucas mudanças, embora sejam significativas em seus números de desempenho. A parte ciclo continua excelente, e os freios poderosos e de tato preciso: a 100 km/h precisaram de 46 metros até a parada.

Discorrer sobre as qualidades da XR é chover no molhado, afinal desde seu lançamento tecemos elogios e tivemos dificuldades em encontrar defeitos nesta motocicleta. A posição de pilotagem ficou intacta, confortável e bem relaxada, o banco continua o mesmo, mas poderia ter recebido mais espuma e de maior maciez, virtude que a concorrente Ducati Multistrada possui. Completam o pacote desta motocicleta cruise control (“piloto automático”), aquecimento de manoplas e para-brisa ajustável com suporte para GPS integrado.

A S1000XR oferece tudo o que um amante de motos para asfalto pode desejar, performance aliada à boa dose de conforto, presença e status. Apesar de ser uma 4 cilindros acelera forte desde as primeiras rotações, mas oferece controles eletrônicos que tornam a experiência mais fácil, segura e agradável. O valor estampado na etiqueta de preço é alto, mas justificável pela tecnologia disponível e pelo prazer que proporciona. 

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