Duas Rodas
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Suzuki Katana Team Classic: de volta dos anos 1980 para as pistas

Ícone japonês de 35 anos é reconstruído e recebe preparação para participar de prova de clássicas

18/05/2017 às 10h55m

A Suzuki GSX 1100S Katana é pouco conhecido dos brasileiros, até porque nosso mercado estava fechado a importações quando foi lançada em 1981, mas teve um papel vanguardista na história da motocicleta. Foi desenhada por um alemão, ex-chefe de estilo da BMW, que buscou linhas retas arrojadas e aerodinâmicas testadas em túnel de vento, numa época pré-disseminação das carenagens como conhecemos hoje. No início dos anos 1980 a Katana foi considerada a moto mais rápida do mundo, até que em meados da década vieram as Kawasaki Ninja.

Esta Katana foi construída com apoio da Suzuki Vintage Parts, departamento que comercializa componentes novos para motos clássicas da marca, com o projeto de integrar o Team Classic Suzuki, que reúne ex-pilotos e modelos antigos para participação em corridas de clássicas. A montagem começou no fim do ano passado para que fosse usada por uma equipe inglesa no Endurance Legends, em Donington Park, no último mês de maio.

Para que a Katana fosse competitiva na prova de 4 horas, que teria três pilotos se revezando, partiram de um chassi que foi modificado na caixa de direção e posicionamento do pivô da balança traseira para alterar a geometria original e torná-la mais ágil na pista com ajuda de outros componentes que ainda receberia. O chassi recebeu pintura em azul-perolizado Suzuki, balança customizada de alumínio e suspensões da inglesa K-Tech com múltiplas possibilidades de regulagem. As rodas de magnésio de três raios são da também inglesa Dymag e preservam a estética retrô.

O motor originário das GS 1100, de 4 cilindros refrigerados a ar e óleo com duplo comando de válvulas e 4 válvulas por cilindro teve os diâmetros aumentados por um kit para elevar a capacidade de 1.074cc a 1.170cc. Os quatro carburadores Mikuni foram trocados por Keihin CR Racing, série para uso esportiva da fabricante japonesa, e para tirar proveito da maior capacidade de injetar combustível o comando de válvulas foi revisto para proporcionar maior tempo de abertura (em geral resulta em mais potência e menos torque). Todas as peças móveis foram trocadas por novas da Vintage Parts, incluindo válvulas, bielas, bronzinas, virabrequim...

Na aparência as linhas inconfundíveis e futurísticas (para a época) da Katana foram preservadas e ganharam a pintura Suzuki clássica. Number plates foram adicionados no lugar do farol e nas laterais traseiras. A rabeta é monoposto, mas termina simulando as linhas do modelo original, inclusive os contornos que seriam da lanterna. O grande para-lama envolvente original foi trocado por uma versão curta, um spoiler fixado abaixo do motor ajuda na aerodinâmica (o motor permanece exposto) e o escapamento de titânio com ponteira curta é da série Legends da Racefit, mais uma fornecedora inglesa.  

Apesar da boa performance, infelizmente a Katana Team Classic não completou a prova em Donington. Quando disputava a liderança no início da corrida o piloto perdeu aderência na dianteira e caiu, danificando muito a moto para que continuasse na prova.  

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