Duas Rodas
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Customização: estilo das pistas

Proprietários de Suzuki e Honda constroem réplicas de 500cc das motos que corriam nas pistas no início da década de 1970

18/05/2017 às 11h09m

Honda CB 550 réplica da CR 750 de Dick Mann

Por Justin Steyn, de Joanesburgo (África do Sul) Fotos Gareth Davidson

Em 2012 vendi minha Triumph Thruxton e comecei a procurar uma CB 550. Depois de encontrar uma sem ferrugem pensei que seria um sacrilégio cortar uma moto em bom estado, então mudei a busca para somente um motor e um quadro. Shaun, do desmanche Bike Hospital, foi sempre solícito e me fez bons preços em todas as peças que encontrei para o projeto lá, incluindo o motor, o chassi e a frente de GSX-R K5.

Entrei em contato com Kevin Bidgood, restaurador da oficina TTR400 especializado em Honda dos anos 1970. Inicialmente queria construir uma réplica da RC181 (500cc do fim da década de 1960), mas depois de ver a réplica da CR 750 do Dick Mann que ele estava construindo decidi seguir o mesmo caminho, só que usando uma CB 550. Levei o motor para que o Kevin o reconstruísse completamente com especificações elevadas, incluindo pistões de maior diâmetro.   

Limpei o chassi e entreguei ao Philip Liebenberg para que o deixasse o mais próximo possível do usado na CR, então foi soldado um tubo superior falso, instaladas réplicas dos suportes de pedaleiras, suporte do amortecedor de direção e pedal de câmbio (que foi feito no dia, porque o Dick Mann estava acostumado ao das motos inglesas e usava um diferente). Phil moldou os escapamentos, o tanque de gasolina, o assento e o tanque de óleo à mão, tudo de alumínio, exceto os escapamentos.

Usamos aros de alumínio Excel para supermotard, cubo de roda dianteiro Cognito Moto (que o Phil aliviou em quase 1 kg!), o garfo de suspensão da GSX-R e amortecedores Öhlins réplica. Duane Coetzee, da Moto Speed ??Shop, refez as suspensões, removeu o anodizado do dourado do garfo e dos amortecedores, pintou as molas traseiras a pó e instalou na CB/CR 550. Os aros também eram anodizados em dourado, tiveram o acabamento removido e foram polidos. A bolha transparente foi feita sob medida pela War Eagle.

Foram consumidas 380 horas de trabalho, muitas delas aperfeiçoando a carenagem, até que a moto partiu para a pintura. Wayne, da Wicked Wayne Paints, me convenceu a confiar nele para a escolha do azul que tinha em mente. Fiquei feliz em ter aceitado a sugestão dele – como se eu tivesse opção... O assento foi revestido de Alcantara e finalmente ela ficou pronta para rodar. Ainda fico deslumbrado sempre que vejo a moto, sabendo de todo o trabalho duro, tempo, esforço, dinheiro, frustração e paixão que fizeram parte na construção dela.

 

Suzuki T500 réplica da TR500 de Barry Sheene

Por Justin Weber, de Portland (EUA) Fotos Erica Johnson

Cresci numa família muito envolvida nas corridas da região. Passei a minha juventude na pista durante todas as temporadas de verão. Comecei a pilotar com 5 anos, as motos sempre estiveram no meu sangue, mas uma categoria sempre se destacou para mim: a das esportivas vintage.

Tudo começou no fim de uma exibição do filme “Little Fauss and Big Halsy” (1970) num sábado à tarde. O som de uma 2 tempos e aquela carenagem vintage arredondada... Uma rápida olhada nas carenagens da Airtech para conseguir mais inspiração, uma pesquisa nos classificados da Craigslist e assim começou a construção da Suzuki T500 1975. Seria uma moto divertida de fazer e depois a venderia com algum lucro, mas conforme avançava descobri que estava construindo a esportiva vintage dos meus sonhos.

Depois de completamente desmontada iniciei o processo de fazer a carenagem da TR500 de competição encaixar na minha moto. Não havia suportes nem pontos de fixação na T500, então foram criados para fixação da carenagem e do tanque de gasolina alongado da TR, além de adaptar o chassi para o conjunto de assento e rabeta curta com o tanque de óleo embutido. O chassi das Suzuki dos anos 1970 deixa muito a desejar, depois de muito cortar e adicionar barras ao estilo da TR500 a estrutura estava pronta para a pintura a pó. Escolhi um azul metálico e ficaria com o tema azul/amarelo da Suzuki, com número 7 do Barry Sheene. Troquei idéias com Paul Miller e ele pintou as listras vintage.

A moto já estava funcionando bem, então apenas comprei filtros de ar esportivos, escapamentos Jemco que foram modificados para se escaixarem no corpo estreito e jateei o motor. Preferi limpar e polir várias das peças originais para manter a personalidade de moto fabricada há 40 anos, nas que não foi possível um bom resultado substituí por peças originais novas. Minha namorada criou um assento de couro elegantemente simples. Para contrastar o azul e branco da pintura aros de alumínio dourados sob medida. Nesta época das corridas as motos devem ter um grande conjunto de freio dianteiro a tambor 4LS (de quatro sapatas), mas a T500 veio com o garfo Betor de alguma off-road para uso com sistema a disco. 

Esta T500 Road Racer foi construída na minha garagem sem furadeira de bancada, serra fita de bancada ou máscara para corte e solda. Todo o trabalho duro é compensado por aquele doce cheiro de óleo de mamona e o maravilhoso som que só um 2 tempos produz. Com uma grande faixa de potência e uma posição de pilotagem bem inclinada, contornar as montanhas de Portland me deixa com um sorriso enorme. Quase posso sentir Barry Sheene chegando na próxima curva.

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