18/04/2026 10:11
A Royal Enfield, marca que sustenta uma trajetória única de 125 anos de produção ininterrupta, entra na fase decisiva da temporada 2026 do Build. Train. Race. (BTR) ao anunciar o início da etapa Race — o momento em que o discurso dá lugar à prática e as participantes finalmente encaram o ambiente mais exigente do motociclismo: a competição em pista.
Mais do que uma simples progressão dentro do programa, a fase Race representa a materialização de um projeto estruturado com um objetivo claro: ampliar a presença feminina na motovelocidade global. Depois de passarem pelas etapas de construção técnica e treinamento intensivo, as pilotas chegam ao grid carregando não apenas experiência, mas repertório — algo ainda raro em iniciativas voltadas exclusivamente à formação feminina no esporte.
Na prática, o BTR funciona como uma jornada completa. A fase Build insere as participantes no universo mecânico, colocando-as diretamente no processo de preparação das motocicletas. Não se trata apenas de pilotar, mas de entender o equipamento em profundidade — um diferencial competitivo importante. Em seguida, a etapa Train leva esse conhecimento para a pista, com sessões intensivas de pilotagem orientadas por Freddie Spencer, tricampeão mundial que atua como mentor do programa, refinando técnica, leitura de corrida e estratégia.
Agora, na fase Race, todo esse aprendizado é testado em condições reais. É aqui que o projeto se diferencia de iniciativas conceituais: há calendário, adversárias, pressão e resultado. A temporada 2026 será disputada dentro do MotoAmerica, um dos principais campeonatos de motovelocidade dos Estados Unidos, garantindo às participantes visibilidade e experiência em alto nível competitivo.
O Brasil, por sua vez, mantém presença relevante nessa estrutura global. Representam o país as pilotas Tati Paze (55) e Karina Simões (51), oriundas da temporada 2025/2026, além das estreantes Sany Max (11) e Juliana Chile (101), já integradas ao ciclo 2026/2027. A continuidade da participação brasileira reforça não apenas o alcance do programa, mas também a capacidade de formação local alinhada a padrões internacionais.
O calendário da fase Race inclui quatro etapas distribuídas entre abril e agosto, passando por circuitos tradicionais do automobilismo norte-americano, como Road Atlanta, Road America Raceway, The Ridge Motorsports Park e Mid-Ohio Sports Car Course. Trata-se de um roteiro que exige adaptação rápida e consistência — características essenciais para quem busca evolução no esporte.
A transmissão das provas será feita pelo serviço oficial MotoAmerica Live+, além de plataformas como Samsung TV Plus e o canal ViceTV no mercado norte-americano, ampliando o alcance do projeto e, consequentemente, a exposição das competidoras.
Para Letícia Thenard, head de Marketing Latam da Royal Enfield, a chegada à fase final simboliza mais do que a conclusão de um ciclo: “É a validação de um trabalho consistente de formação e incentivo. Ver as brasileiras prontas para competir reforça nosso compromisso com diversidade e desenvolvimento do motociclismo no país”.
Esse movimento ganhou ainda mais força com a recente passagem de Freddie Spencer pelo Brasil durante uma etapa da MotoGP, onde o mentor interagiu com imprensa e pilotas, destacando a importância da representatividade feminina — especialmente em um cenário historicamente dominado por homens.
Ao consolidar a fase Race como etapa final de um programa estruturado, a Royal Enfield posiciona o Build. Train. Race. como uma plataforma de longo prazo. Mais do que formar pilotas, a iniciativa constrói um ecossistema que combina capacitação técnica, visibilidade e geração de oportunidades reais — elementos essenciais para transformar presença em protagonismo dentro do motociclismo global.