09/02/2026 10:46
A mobilidade elétrica sobre duas rodas ganha um toque clássico com as motos da britânica Maeving, fabricante especializada em modelos elétricos de estilo café racer. Fugindo de soluções futuristas ou números exagerados de desempenho, a marca aposta em motos pensadas para o uso diário, com visual retrô, condução intuitiva e foco total na mobilidade urbana — uma combinação que vem chamando atenção em diversos países da Europa e também nos Estados Unidos.
Os principais modelos da linha são a RM1, RM1S e RM2, todos com motor elétrico integrado ao cubo da roda traseira. A RM1 entrega cerca de 6 cv, enquanto a RM1S e a RM2 chegam a aproximadamente 15 cv, desempenho equivalente ao de motos a combustão de até 125 cm³. A velocidade máxima varia entre 70 km/h (RM1) e cerca de 110 km/h nas versões mais potentes, números suficientes para deslocamentos urbanos e trajetos intermunicipais curtos, sem pretensão esportiva.
Um dos grandes diferenciais da Maeving está no sistema de baterias removíveis, fornecidas pela LG. Cada módulo pesa em torno de 16 kg e pode ser retirado da moto para recarga em uma tomada doméstica comum, eliminando a necessidade de pontos de carregamento dedicados. Com dois conjuntos de baterias, a autonomia urbana pode chegar a até 130 km, dependendo do modo de condução. Essa solução torna a moto especialmente atraente para quem mora em apartamento ou não dispõe de garagem com infraestrutura elétrica.
Além da praticidade, o design é um dos principais atrativos. Linhas limpas, quadro exposto, banco reto e acabamento minimalista remetem diretamente às café racers britânicas, mas com tecnologia elétrica embarcada e operação silenciosa. A RM2, inclusive, é homologada para levar garupa, ampliando o uso no dia a dia. Diante desse conjunto — visual clássico, facilidade de recarga e proposta urbana — fica a provocação: você acha que uma moto elétrica como a Maeving faria sucesso no Brasil, especialmente nas grandes cidades?