24/04/2026 10:14
Falhas mecânicas ainda estão entre as causas recorrentes de acidentes nas rodovias brasileiras, e a manutenção preventiva de componentes essenciais pode reduzir significativamente esse risco. Entre esses sistemas está o de arrefecimento das motocicletas, responsável por manter o motor na temperatura ideal de funcionamento. Segundo o piloto de motovelocidade e embaixador da Tirreno, Leandro Mello, o superaquecimento compromete o desempenho da moto e pode causar danos graves ao motor, especialmente quando o motociclista ignora sinais de desgaste ou negligência a manutenção.
De acordo com Mello, existem três sistemas principais de arrefecimento nas motocicletas: a ar, ar e óleo e líquido. O sistema a ar utiliza aletas no motor para dissipar o calor com a passagem do vento, sendo mais simples, porém menos eficiente em trânsito intenso. Já o sistema misto, a ar e óleo, utiliza um radiador para resfriar o lubrificante e oferece melhor equilíbrio entre uso urbano e rodoviário. O sistema líquido, por sua vez, usa radiador e fluido específico para manter a temperatura estável, sendo indispensável em motos de maior potência ou submetidas a condições severas de uso, como congestionamentos e longos trajetos.
O especialista alerta que o superaquecimento pode ocorrer por baixo nível de fluido, falhas na bomba d’água, problemas na válvula termostática ou deficiência na circulação de óleo e ar. Nessas situações, a moto pode perder potência e até emitir fumaça azul, sinal de que o óleo está sendo queimado internamente. Para evitar esse tipo de problema, Mello destaca a importância do uso de aditivos específicos, que elevam o ponto de ebulição e protegem o sistema contra corrosão, aumentando a durabilidade dos componentes.