Etanol lidera queda dos combustíveis em maio: 5,6%

Pesquisa elaborada pela Veloe/Fipe mostra recuo de preços dos combustíveis no último mês, com destaque para o etanol. Gasolina também caiu

04/06/2026 09:10

Depois de meses pressionando o bolso dos brasileiros, os preços dos combustíveis finalmente deram sinais de alívio em maio. E o protagonista desse movimento foi o etanol hidratado, que registrou a maior queda entre todos os combustíveis monitorados no período, refletindo a entrada mais intensa da safra 2026/27 de cana-de-açúcar e o consequente aumento da oferta no mercado.

Levantamento do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, desenvolvido com apoio técnico da Fipe, aponta que o biocombustível recuou 5,6% em maio, fechando o mês com preço médio nacional de R$ 4,488 por litro. A redução interrompe uma sequência de altas observada nos meses anteriores e devolve competitividade ao combustível em diversas regiões do país.

O movimento não ficou restrito ao etanol. Os dois tipos de diesel registraram retração de 3,3%, enquanto as gasolinas comum e aditivada caíram 1%. O GNV foi a única exceção, com leve alta de 0,3%.

Entre os estados, o Distrito Federal liderou as reduções do etanol, com queda de 10%, seguido por São Paulo (-7,2%), Minas Gerais (-6%), Paraná (-5,1%) e Mato Grosso (-4,9%). A explicação está diretamente ligada ao avanço da colheita de cana no Centro-Sul, principal região produtora do país.

Apesar do alívio nas bombas, o cenário ainda inspira cautela. No acumulado de 2026, o diesel segue como o combustível que mais encareceu, com alta próxima de 17%, reflexo das oscilações do mercado internacional de petróleo e das incertezas geopolíticas que continuam impactando a cadeia de energia global.

Uma notícia positiva vem do lado do consumidor. O estudo mostra que o peso do abastecimento sobre a renda das famílias atingiu o menor nível desde o início da série histórica, em 2017. No primeiro trimestre de 2026, encher um tanque de 55 litros com gasolina comprometeu, em média, 5,5% da renda domiciliar nacional e apenas 3,7% na média das capitais, indicando uma melhora relativa do poder de compra dos brasileiros.

 

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