06/07/2026 07:07
Depois de vários meses perdendo competitividade, o etanol voltou a ser a escolha mais econômica para os proprietários de veículos flex no Brasil. A recuperação ocorreu em junho, impulsionada pela maior oferta do biocombustível com o avanço da safra de cana-de-açúcar, reduzindo a relação entre os preços do etanol e da gasolina para 67,9% — abaixo do patamar de 70% considerado o limite para que o abastecimento com etanol seja financeiramente vantajoso.
Os dados são do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, elaborado em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Segundo o levantamento, o litro do etanol hidratado caiu 4,7% em relação a maio, encerrando junho com preço médio nacional de R$ 4,265. Nas capitais, a média ficou em R$ 4,425.
A gasolina também ficou ligeiramente mais barata, mas em ritmo bem menor. O preço médio do litro da gasolina comum recuou apenas 0,3%, para R$ 6,727, enquanto a versão aditivada fechou o mês em R$ 6,866.
O diesel acompanhou o movimento de queda, com retração de 2% no tipo comum e de 1,4% no S-10. Apesar disso, ambos seguem liderando as altas acumuladas de 2026, com valorização superior a 14% no semestre. O etanol, por outro lado, é o único combustível que registra queda no acumulado do ano.
Para Mauro Kondo, superintendente de Negócios B2B da Veloe, o aumento da oferta de etanol devolveu competitividade ao biocombustível, enquanto os derivados de petróleo continuam sujeitos às oscilações do mercado internacional e à dinâmica de preços no mercado brasileiro.