Martín vence a TISSOT Sprint no GP dos EUA na MotoGP

Não era para ser tudo isso. Mas foi. E daqueles sábados que lembram por que a MotoGP World Championship segue sendo imprevisível. Diogo Moreira abandona

29/03/2026 11:55

O TISSOT Sprint entregou tensão do início ao fim. E entregou também redenção. Jorge Martín voltou a vencer em uma corrida curta depois de 511 dias. E não foi qualquer vitória: foi construída na marra, com ultrapassagem no limite sobre Francesco Bagnaia nas últimas curvas, daquelas que se explicam mais pela coragem do que pela lógica.

Antes disso, porém, o roteiro já tinha ido para o caos. Logo na primeira volta, o toque entre Fabio Di Giannantonio e Marc Márquez antecipou o tom da corrida. Pouco depois, a disputa direta entre os dois acabou mal: queda para ambos na Curva 12. Um fim precoce para dois protagonistas que prometiam brigar lá na frente.

Na ponta, Bagnaia fez o que se espera de um campeão. Largou bem, assumiu a liderança e tentou impor ritmo. Pedro Acosta vinha logo atrás, intenso como de costume, enquanto Martín começava a construir sua corrida com inteligência, subindo posições no momento certo.

O pelotão da frente ainda tentava se reorganizar quando Marco Bezzecchi entrou no jogo. Líder do campeonato, acelerou forte, passou rivais e encostou de vez na briga pelo pódio. Era uma escalada consistente.

Na ânsia de buscar Bagnaia, Bezzecchi forçou além do limite. Perdeu a dianteira. Caiu. E, com isso, entregou de bandeja não só posições, mas também a liderança do campeonato. A corrida, que já era intensa, virou oportunidade.

Martín voltou à segunda posição e passou a caçar Bagnaia. A diferença, que beirava um segundo, evaporou na última volta. E foi ali, no detalhe, no timing, na confiança, que veio o movimento decisivo. Limpo, agressivo, cirúrgico. Vitória construída onde poucos arriscariam.

Atrás deles, Acosta confirmou o pódio com mais uma atuação sólida, enquanto Enea Bastianini apareceu bem para garantir a quarta posição, aproveitando o desfecho caótico de uma corrida que não perdoou erros.

No fim, o sábado entregou tudo: quedas, disputas diretas, mudanças de cenário e uma última volta que valeu por uma corrida inteira. E, no meio disso tudo, um recado claro: no Sprint, não basta ser rápido. É preciso sobreviver — e saber exatamente quando atacar. O brasileiro Diogo Moreira, que largou em 14º, abandonou a 3 voltas do final.

A largada da prova principal, hoje, domingo (29), será às 17h00, no horário brasileiro. Giannantonio é o pole, com Acosta e Bagnaia fechando a primeira fila. Diogo larga em 14º.

APLICATIVO



INSTAGRAM