04/02/2026 11:40
Por menos de 2.000 euros (cerca de R$ 12,3 mil), já é possível comprar uma moto elétrica que cabe no porta-malas do carro e pode ser transportada facilmente em qualquer meio de transporte. Essa é a proposta da FELO M1, um ciclomotor elétrico dobrável, concebido na China, que acaba de entrar em oferta no mercado europeu por 1.990 euros.
Apresentada há cerca de três anos como um projeto promissor, a FELO M1 começou recentemente a ser comercializada na Europa por meio da Wellta Motors, distribuidora exclusiva da marca na Espanha, Andorra e Portugal. Compacta e funcional, a M1 se posiciona como uma alternativa intermediária entre patinetes elétricos e motocicletas tradicionais, especialmente para quem busca mobilidade urbana sem abrir mão de praticidade e facilidade de armazenamento.
Embora seja comumente chamada de moto elétrica, a FELO M1 é, na prática, um ciclomotor, exigindo habilitação do tipo AM nos países europeus. Seu desempenho, no entanto, chama atenção: a velocidade máxima chega a 45 km/h — bem acima dos 25 km/h permitidos para patinetes elétricos homologados como veículos de mobilidade pessoal. Isso amplia o alcance e o uso do modelo, inclusive em deslocamentos mais longos durante viagens, já que ela pode ser levada no porta-malas de um carro ou em uma autocaravana.
O grande diferencial da FELO M1 está no sistema de dobragem. O guidão se recolhe de forma simples, com os dois semiguidões sendo dobrados para baixo antes de todo o conjunto ser integrado à parte superior da moto. Assim, o modelo passa a ocupar apenas 119 cm de comprimento, 60 cm de largura e 42 cm de altura, dimensões extremamente compactas para um ciclomotor elétrico.
Outro destaque é a construção: em vez de um chassi tradicional, a FELO M1 utiliza um quadro autoportante em alumínio, o que reduz significativamente o peso total. Com apenas 45 kg, o ciclomotor pode ser transportado com facilidade, reforçando sua proposta de mobilidade prática, urbana e multimodal.
Imagine a facilidade: você mora em um local mais afastado do centro de uma grande cidade. Vai com seu carro trabalhar pela manhã e o deixa estacionado próximo ao centro expandido daquela cidade, evitando os engarrafamentos mais centrais e o alto preço para estacionar seu carro nessas regiões. Tira a motinho do porta-malas e completa o percurso até o trabalho com ela. Não seria o máximo? Será que essa novidade vem para o Brasil?