19/06/2026 11:10
A Ducati confirmou sua permanência na MotoGP até pelo menos 2031, em um acordo histórico firmado entre a organização do campeonato e as cinco fabricantes que atualmente compõem o grid: Ducati, Aprilia, Honda, KTM e Yamaha. Mais do que uma simples renovação contratual, o entendimento estabelece as bases esportivas, técnicas e comerciais da principal categoria do motociclismo mundial para o período entre 2027 e 2031.
O acordo representa um marco sem precedentes na história da MotoGP. Pela primeira vez, todas as fabricantes assinam conjuntamente um único documento de longo prazo, reforçando o compromisso coletivo com o futuro da categoria e garantindo a continuidade de todos os atuais construtores no campeonato pelos próximos anos.
A iniciativa nasce de um processo de negociação alinhado entre os diferentes agentes envolvidos, com foco na preservação da competitividade, da relevância tecnológica e do apelo global da MotoGP. O objetivo é criar um ambiente estável para investimentos, desenvolvimento de novas tecnologias e fortalecimento da categoria junto a fãs, parceiros comerciais e mercados estratégicos.
Paralelamente, a organização da MotoGP também avançou nas negociações com as 11 equipes do campeonato para definir os termos que regerão o mesmo período. Além disso, fabricantes, equipes, Federação Internacional de Motociclismo (FIM) e promotores seguem trabalhando em conjunto para aprimorar aspectos técnicos e esportivos da competição, sempre com atenção especial à segurança e à qualidade do espetáculo.
Para a Ducati, a assinatura do novo acordo reforça uma trajetória de sucesso iniciada em 2003. Com a renovação, a fabricante italiana chegará a pelo menos 29 temporadas consecutivas na MotoGP. Nesse período, a Desmosedici GP acumulou números impressionantes: 430 largadas, 126 vitórias, 121 pole positions, 127 voltas mais rápidas e 365 pódios.
“Competir está no DNA da Ducati e continua sendo um dos principais motores para inovação e desenvolvimento tecnológico da marca”, destacou Claudio Domenicali, CEO da empresa. Já Luigi Dall’Igna, diretor-geral da Ducati Corse, ressaltou que a união entre fabricantes e organizadores garante estabilidade e cria as condições necessárias para que a MotoGP continue sendo a mais alta expressão do motociclismo de competição nas próximas décadas.