29/10/2026 19:55
O Brasil ultrapassou a marca de 10 milhões de mulheres habilitadas para pilotar motocicletas em 2025. Segundo a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), o contingente cresceu 65,8% em uma década: em 2015, eram cerca de 6 milhões. O avanço ocorre em um mercado que também bateu recorde de vendas e reúne públicos com diferentes prioridades, do transporte diário às viagens.
Dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) apontam que o país registrou 2,19 milhões de motocicletas emplacadas em 2025, alta superior a 17% sobre o ano anterior. Para 2026, a projeção apresentada pela entidade prevê crescimento de 10% no segmento, para aproximadamente 2,42 milhões de unidades.
A expansão amplia a diversidade de compradores. Economia de combustível, agilidade no trânsito e custos de aquisição e manutenção continuam entre os principais atrativos para quem utiliza a moto nos deslocamentos ou como ferramenta de trabalho. Entregadores e motociclistas de aplicativo também dependem da resistência do veículo e da facilidade de manutenção.
Entre os jovens que buscam a primeira moto, essas prioridades dividem espaço com design, tecnologia, conectividade e facilidade de condução.
“Por trás desse crescimento existe um consumidor menos homogêneo. A moto continua sendo uma importante ferramenta para quem precisa economizar tempo e dinheiro nos deslocamentos, mas passou a atender necessidades que vão além da rotina casa-trabalho”, afirma Wendel Lazko, gerente-geral de negócios da Shineray do Brasil.
Do transporte ao lazer
Passeios e viagens também fazem parte desse cenário. Para quem compra uma motocicleta com essa finalidade, conforto, desempenho, proteção contra o vento e recursos para percursos longos ganham peso na decisão.
Entre janeiro e maio de 2026, a produção de motocicletas de alta cilindrada cresceu mais de 40% em relação ao mesmo período de 2025. Embora esses modelos tenham diferentes aplicações, o segmento atende parte do público que procura as duas rodas para viajar ou aproveitar o tempo livre.
Para as fabricantes, a diversidade exige produtos e serviços capazes de atender tanto quem depende da moto todos os dias quanto quem a utiliza de forma eventual.
“Diferentes perfis procuram soluções diferentes, e fatores como economia, segurança, conforto, tecnologia, manutenção e finalidade de uso passam a pesar de maneiras distintas na decisão de compra”, diz Lazko.