Quanto custa rodar com um autopropelido elétrico?

Recarga completa pode custar pouco mais de R$ 1 e gasto com energia fica entre R$ 0,02 e R$ 0,06 por quilômetro, de acordo com especialista da StreetGo

15/09/2026 08:22

Quanto custa carregar um veículo elétrico? Essa é uma das primeiras perguntas de quem começa a considerar a eletricidade como alternativa para os deslocamentos urbanos. E quando falamos de bicicletas elétricas e autopropelidos, a resposta pode surpreender: uma carga completa pode custar pouco mais de R$ 1.

O interesse por esse tipo de mobilidade está crescendo. Segundo a Abraciclo, foram produzidas 34.122 bicicletas elétricas no Polo Industrial de Manaus no primeiro semestre de 2026, alta de 87,2% sobre igual período de 2025. Elas já representam 20,9% da produção de bicicletas no polo.

Mas vamos à conta.

Uma bateria de 960 Wh armazena 0,96 kWh. Isso não significa, porém, que ela retire exatamente essa quantidade da tomada, porque existem perdas durante o carregamento.

Nos modelos da StreetGo, a eficiência global do processo é de aproximadamente 89%. Assim, são necessários cerca de 1,08 kWh da rede elétrica para uma carga completa. Considerando tarifa residencial entre R$ 0,90 e R$ 1,10 por kWh, estamos falando de R$ 0,97 a R$ 1,19 por recarga.

Como os modelos da marca oferecem autonomias entre aproximadamente 20 e 60 quilômetros, dependendo da utilização, o custo exclusivamente com eletricidade fica entre R$ 0,02 e R$ 0,06 por quilômetro.

Claro que autonomia não é uma ciência exata. Peso do condutor, carga, relevo, velocidade, calibragem dos pneus e até a maneira de acelerar interferem no resultado.

Para colocar esses números em perspectiva, vale comparar com um automóvel. Um carro que faça 12 km/l, abastecido com gasolina a R$ 6,50, gasta aproximadamente R$ 0,54 por quilômetro somente com combustível. Nessa conta, o custo energético do autopropelido seria de nove a 27 vezes menor.

E a diferença não termina na tomada.

Autopropelidos têm mecânica bem mais simples do que carros e motocicletas a combustão. Não há troca de óleo do motor, filtros de combustível e diversos outros componentes tradicionais de manutenção.

Além disso, equipamentos enquadrados como autopropelidos pela Resolução Contran 996/2023 dispensam habilitação, registro, licenciamento e emplacamento.

“O consumidor normalmente olha primeiro para o preço de compra, mas é no uso diário que percebe o verdadeiro benefício”, afirma David Peterle, CEO da StreetGo.

Talvez esteja aí a conta mais interessante. O elétrico ainda pode assustar pelo preço de aquisição em algumas categorias. Mas, quando a comparação passa para o custo de cada quilômetro percorrido, a conversa muda bastante.

 

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