10/02/2026 15:59
A temporada 2026 do Build.Train.Race. (B.T.R.) marca um ponto de inflexão simbólico e estratégico para a Royal Enfield — especialmente no Brasil. Mais do que o início de mais um campeonato, o programa global feminino de construção, treinamento e competição on-road chega a um novo patamar ao confirmar, pela primeira vez, quatro pilotas brasileiras oficiais no grid. Um feito que dialoga diretamente com o peso do País como maior mercado da marca fora da Índia e com o momento histórico em que a Royal Enfield celebra 125 anos de existência.
Criado em 2020, o B.T.R. rapidamente se consolidou como uma das iniciativas mais inovadoras do motociclismo mundial. Seu diferencial está na proposta completa: as participantes constroem suas próprias motos a partir de um modelo Royal Enfield, passam por treinamentos técnicos e estratégicos de alto nível e competem em provas oficiais homologadas pelo MotoAmerica. Não se trata apenas de correr, mas de compreender a motocicleta em profundidade — da mecânica à pilotagem — dentro de um ambiente que valoriza diversidade, formação e protagonismo feminino.
No Brasil, o programa chegou em 2021, inicialmente com a vertente Flat Track, e desde então ganhou respeito internacional. Em 2026, esse protagonismo se amplia com a entrada das novatas Sany Max e Juliana Chile, que se juntam às experientes Karina Simões (nas fotos, moto número 51) e Tati Paze, ambas mantidas no projeto após representarem o País na temporada anterior. O resultado é um time robusto, diverso e tecnicamente consistente, capaz de refletir a maturidade do motociclismo feminino brasileiro.
Segundo Leticia Thenard, Head de Marketing LATAM da Royal Enfield, a ampliação da presença feminina não é pontual, mas estratégica. Hoje, cerca de 25% dos clientes da marca no Brasil são mulheres, número que ajuda a explicar o recorde de brasileiras inscritas para a temporada 2026 do B.T.R. A seleção de quatro pilotas nacionais é, portanto, reflexo direto de um movimento estrutural de inclusão que ganha força dentro e fora das pistas.
As trajetórias das novas integrantes reforçam essa leitura. Sany Max chega ao programa trazendo uma combinação rara de maturidade, disciplina e forte conexão com a comunidade motociclista feminina. Sua atuação vai além do desempenho esportivo: ela se consolidou como referência para mulheres que buscam entrar no universo das duas rodas, encarando o motociclismo como ferramenta de transformação pessoal e social. Já Juliana Chile representa o perfil técnico e comunicador, com foco em segurança, estudo constante e evolução. Sua entrada no B.T.R. simboliza um salto rumo ao profissionalismo e amplia a presença brasileira em um ambiente historicamente masculino.
A temporada 2026 segue a estrutura clássica do programa. A fase Build acontece em Dallas, onde cada pilota recebe uma Continental GT 650 e é responsável por preparar sua própria moto de corrida. Em seguida vem o Train, ciclo intensivo de treinamentos liderado pelo tricampeão mundial Freddie Spencer. Por fim, o Race, com disputas oficiais no calendário do MotoAmerica, passando por circuitos icônicos como Road Atlanta, Road America, The Ridge e Mid-Ohio.
Com transmissão via Disney+ para o Brasil, o B.T.R. 2026 não apenas coloca as brasileiras nas pistas, mas também projeta ao mundo um motociclismo mais diversificado, técnico e conectado às novas gerações — exatamente o tipo de legado que faz sentido em um ano tão simbólico para a Royal Enfield.