Royal Enfield enfileira diversas novidades no Festival

São três modelos para ingressarem já no mercado. Mais: a marca trouxe motos-conceito em segmentos em que ela não atua. A Himalayan 750 também veio

13/08/2026 09:08

A Royal Enfield chegou ao Suhai Festival Interlagos 2026 com uma estratégia bastante clara: mostrar que suas plataformas atuais ainda têm muito espaço para crescer. Em vez de simplesmente aumentar o número de famílias, a fabricante indiana aproveitou o evento para apresentar três interpretações bem diferentes de motos já conhecidas dos brasileiros: Goan Classic 350, Guerrilla 450 Apex e Himalayan 450 Mana Black.

Mas ela foi além: trouxe duas versões da 100% elétrica Flying Flea, a C6 (uso misto) e a S6 (mais off-road); a GT-R 750 Concept, uma esportiva para pista e a Adventure Concept Bike, nada menos do que a versão big trail da Himalayan. Vale conferir esse último modelo, inclusive.

Dos modelos a serem vendidos desde já, a mais diferente visualmente é a Goan Classic 350. E talvez seja também a que melhor traduza essa estratégia. A Royal Enfield pegou a conhecida plataforma J-Series e criou sua primeira bobber de fábrica na família 350, inspirada na cultura de Goa, região indiana conhecida pela atmosfera descontraída, praias, música e diversidade cultural.

Não é apenas uma Classic com pintura diferente. A Goan recebe assento solo flutuante, banco do garupa removível, guidão elevado do tipo ape hanger, para-lamas encurtados e pneus de faixa branca. O banco está a apenas 750 mm do chão, característica que deve ajudar bastante quem procura uma custom acessível e fácil de administrar no uso urbano.

Mecanicamente, nenhuma surpresa — e isso não é necessariamente ruim. O monocilíndrico de 349 cm³ entrega 20,2 cv e 2,8 kgf.m, associado ao câmbio de cinco marchas. É a conhecida receita da família 350, aqui muito mais interessada em estilo e facilidade de pilotagem do que em desempenho. A Goan chega às lojas nas cores Shack Black e Trip Teal, respectivamente por R$ 26.490 e R$ 26.990.
 

Se a Goan aposta no estilo, a Guerrilla 450 Apex segue exatamente na direção oposta: quer fazer curva. A nova configuração da roadster utiliza guidão de alumínio instalado aproximadamente 56 mm mais baixo, colocando o motociclista em uma posição mais avançada e esportiva. Há ainda carenagem dianteira exclusiva, capa para o banco traseiro e acabamentos próprios. A intenção é transformar a Guerrilla em uma moto mais comunicativa nas mudanças de direção e frenagens, sem criar uma esportiva radical.

O motor continua sendo o Sherpa 450: monocilíndrico de 452 cm³, refrigerado a líquido, com 40 cv e 4,1 kgf.m, câmbio de seis marchas e embreagem assistida e deslizante. Com aproximadamente 185 kg em ordem de marcha e banco a 780 mm, a Apex preserva dimensões bastante amigáveis. Chega às concessionárias em setembro por R$ 30.490.

A terceira novidade mostra outra personalidade dessa mesma mecânica. A Himalayan 450 Mana Black é a interpretação mais radicalmente aventureira da plataforma. O nome homenageia Mana Pass, uma das estradas trafegáveis mais altas e isoladas do mundo, e não está ali apenas para criar uma boa história de marketing. A moto recebe componentes voltados efetivamente ao fora de estrada.

O banco Rally é mais estreito e elevado, deixando o assento a 860 mm e facilitando a movimentação do piloto em pé. As rodas raiadas tubeless medem 21 polegadas na dianteira e 17 na traseira, enquanto protetores de mão reforçados complementam a preparação.

O Sherpa 450 mantém os mesmos 40 cv, mas aqui trabalha em uma ciclística com suspensão dianteira invertida Showa, monoamortecedor traseiro, 200 mm de curso nas duas extremidades e 230 mm de vão livre do solo. São 196 kg em ordem de marcha e tanque de 17 litros. A Mana Black chega em setembro por R$ 33.490.

No fim das contas, as três novidades contam uma história maior do que seus lançamentos individuais. A Royal Enfield está aprendendo a explorar melhor suas plataformas. Com relativamente poucas arquiteturas mecânicas, consegue oferecer propostas que vão de uma bobber despojada a uma roadster mais esportiva e uma adventure preparada para encarar terra de verdade. E isso talvez seja mais importante do que simplesmente colocar mais três motos na tabela de preços.

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