Sob forte chuva, Ducati Desmo250 MX conquista primeiro pódio

Estreia desafiadora na abertura do Internazionali d’Italia de Motocross 2026. Mas não deu outra: Ducati em terceiro

03/02/2026 13:43

A temporada 2026 do Internazionali d’Italia Pro Motocross começou sob condições extremas para a Ducati. A primeira etapa do campeonato, disputada no circuito de Lazzaretto, em Alghero, no último final de semana, foi marcada por chuva intensa, pista pesada e um cenário que exigiu resiliência técnica e física das equipes e pilotos na estreia do ano.

Transformada em um misto de areia profunda e lama, a tradicional pista da Sardenha impôs dificuldades desde os treinos cronometrados. Ainda assim, Calvin Vlaanderen e Andrea Bonacorsi levaram as Desmo450 MX à largada da primeira bateria, encerrando a sessão classificatória em oitavo e nono, respectivamente.

A corrida inaugural foi turbulenta. Após uma largada complicada, Vlaanderen caiu para décimo na primeira volta, enquanto Bonacorsi foi atingido por um adversário, retornando à prova em 17º lugar, com danos na moto e sem o freio traseiro. Mesmo assim, o italiano mostrou ritmo consistente, escalou o pelotão e terminou em nono, usando a bateria como preparação estratégica para o primeiro GP do Mundial, marcado para a Argentina. Vlaanderen, por sua vez, abandonou precocemente devido a um problema técnico.

Na segunda bateria, o roteiro voltou a ser interrompido por incidentes. Bonacorsi largou bem, mas se envolveu em uma queda coletiva logo na primeira curva, sofrendo um impacto na perna direita e optando pelo abandono. Poucas voltas depois, Vlaanderen também encerrou sua participação, retornando aos boxes.

Se na MXGP o fim de semana foi de aprendizado, na MX2 a Ducati saiu de Alghero com motivos para comemorar. A equipe Beddini Racing Ducati Corse Factory MX2 teve desempenho sólido com Ferruccio Zanchi e Simone Mancini a bordo das Desmo250 MX.

Zanchi foi um dos destaques do evento. Após um bom desempenho no treino cronometrado, largou de forma agressiva na primeira corrida, assumiu a segunda posição ainda nas voltas iniciais e manteve um ritmo forte até a bandeirada, garantindo o segundo lugar. Na segunda bateria, mesmo com dificuldades de visibilidade, cruzou a linha de chegada em sexto, resultado que lhe rendeu o terceiro lugar no pódio geral — seu primeiro troféu da temporada.

Mancini, retornando às competições após quase sete meses afastado, mostrou evolução ao longo do fim de semana. Apesar de uma queda na primeira corrida e de largadas mais difíceis, o italiano conseguiu boas recuperações e fechou a etapa com dois desempenhos consistentes, somando pontos importantes e quilometragem competitiva.

Mais do que resultados, a etapa de Alghero cumpriu seu papel como laboratório técnico para a Ducati, que utilizou o desafio extremo como base para coleta de dados, ajustes e validação de seus projetos antes da abertura do Campeonato Mundial de Motocross. A temporada apenas começou — e o aprendizado já veio em dose máxima.

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