25/09/2026 12:12
A Triumph precisou de apenas três temporadas no Mundial de Motocross para conquistar seu primeiro título. Guillem Farres confirmou o campeonato da categoria MX2 na etapa final de 2026, disputada em Darwin, na Austrália, com a TF 250-X. Seu companheiro de equipe, Camden McLellan, terminou em segundo, e a marca britânica também ficou com os títulos de construtores e equipes.
É uma subida rápida para quem estreou na competição em 2024. Naquele ano, Mikkel Haarup levou a Triumph ao primeiro pódio. Em 2025 veio a primeira vitória em uma bateria, com McLellan. Nesta temporada, a equipe passou de candidata a protagonista: seus dois pilotos somaram 11 vitórias em Grandes Prêmios ao longo de 19 etapas.
McLellan abriu a conta das vitórias gerais da Triumph na segunda etapa, na Espanha, e chegou a vestir a placa vermelha de líder do campeonato. Farres venceu seu primeiro GP na França, na sexta etapa, e assumiu a liderança definitiva depois da prova da Grã-Bretanha, em julho.
O espanhol, de 23 anos, encerrou o ano com seis vitórias em GPs e 36 pontos de vantagem sobre o companheiro. McLellan, de 22 anos, venceu cinco etapas, incluindo as duas últimas, na China e na Austrália. A dobradinha deu à Triumph também o primeiro título mundial de motocross de um fabricante britânico desde 1965. “Foi uma temporada incrível, daquelas que vou lembrar pelo resto da vida”, disse Farres. “É ainda mais especial fazer isso com uma Triumph, pelo que conseguimos em tão pouco tempo.”
A moto por trás da conquista é a TF 250-X, modelo que marcou a entrada da Triumph no motocross. A versão apresentada pela marca tem motor de 250 cm³ com potência declarada de 47,3 cv, suspensão KYB e freios Brembo, além de controle de largada, controle de tração e quickshifter. A Triumph desenvolveu o projeto com a participação de nomes como Ricky Carmichael e Ivan Cervantes.
Em 2027, os caminhos dos dois pilotos se separam: Farres sobe para a categoria principal, a MXGP, enquanto McLellan permanece na MX2.