Yamaha amplia família CP2 com Tracer 7 e R7 no Brasil

Marca aproveita Suhai Festival Interlagos para lançar duas motos com propostas completamente diferentes, mas construídas em torno do mesmo bicilíndrico de 690 cm³

12/08/2026 16:23

A Yamaha resolveu aproveitar o Festival Interlagos 2026 para fazer uma espécie de demonstração prática da versatilidade de seu conhecido motor CP2. A fabricante anunciou para o Brasil as novas Tracer 7 e R7, que passam a dividir o bicilíndrico de 690 cm³ com a MT-07 Connected e a Ténéré 700. São quatro motos, quatro propostas e uma mesma base mecânica.

A primeira novidade é a Tracer 7, que ocupa aquele interessante território entre uma naked e uma verdadeira touring. Seu CP2 entrega 73,4 cv a 8.750 rpm e 6,9 kgfm a 6.500 rpm, agora acompanhado de acelerador eletrônico YCC-T, embreagem assistida e deslizante e controle de tração com dois níveis de intervenção.

Mas talvez seja na ciclística que a Tracer mostre melhor sua proposta. Na dianteira há garfo KYB invertido de 41 mm, com 130 mm de curso e regulagem de retorno em 18 níveis. Atrás, a suspensão Monocross permite ajuste de retorno e pré-carga em nada menos que 21 posições. Os freios utilizam pinças radiais de quatro pistões e dois discos dianteiros de 298 mm. As rodas são de 17 polegadas, calçadas com Michelin Pilot Road 6 GT.

É uma moto claramente pensada para quem gosta de viajar, mas não pretende pilotar um transatlântico sobre duas rodas. São 203 kg em ordem de marcha, tanque de 18 litros e assento ajustável entre 830 e 850 mm. O pacote inclui ainda para-brisa regulável, protetores de mão e posição de pilotagem voltada ao conforto.

A eletrônica acompanha essa proposta. Há painel TFT de cinco polegadas, conectividade Y-Connect, navegação Garmin StreetCross, iluminação full LED, cruise control e limitador de velocidade. Para quem quiser transformar a Tracer em uma viajante ainda mais dedicada, a Yamaha oferecerá malas, baú, bolha alta e outros acessórios, inclusive reunidos no Pack Touring.

A Tracer 7 será produzida em Manaus ainda em agosto e chega às concessionárias em setembro por R$ 59.990 mais frete, com quatro anos de garantia.

R7: mesma potência, conversa completamente diferente. Se a Tracer usa o CP2 para viajar, a R7 quer saber de curva. O motor continua entregando os mesmos 73,4 cv e 6,9 kgfm, mas praticamente tudo ao redor dele muda. A posição de pilotagem, a aerodinâmica e a ciclística seguem a cartilha Supersport, com identidade visual inspirada na família R e entrada de ar frontal em formato de “M”, referência direta à YZR-M1 da MotoGP.

E aqui está talvez a grande surpresa: a Yamaha não tentou transformar a R7 em uma esportiva interessante apenas pelo visual. Ela recebeu uma IMU de seis eixos derivada da R1, que alimenta um verdadeiro arsenal eletrônico. Há controle de tração, controle de deslizamento, antiwheelie, gerenciamento de freio-motor, controle de frenagem, sistema contra travamento da roda traseira e controle de largada no modo Track. O quickshifter trabalha nas duas direções e possui dois modos de funcionamento. Ou seja: são “apenas” 73,4 cv, mas cercados por uma eletrônica que, até pouco tempo atrás, era território de superbikes muito mais potentes.

A ciclística acompanha. O garfo invertido de 41 mm possui ajustes de pré-carga, compressão e retorno. Atrás, o Monocross também permite regulagens. Os freios utilizam discos dianteiros de 298 mm e há possibilidade de desligar o ABS traseiro para uso em pista. Rodas SpinForged de 17 polegadas recebem pneus Bridgestone Battlax Hypersport S23.

Tudo isso em uma moto de 189 kg em ordem de marcha, com tanque de 14 litros e banco a 830 mm do solo. O painel TFT de cinco polegadas oferece conectividade, navegação e modo Track, enquanto o aplicativo Y-TRAC permite registrar e analisar dados de pilotagem.

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