Yamaha será fornecedora exclusiva da Moto3

Medida entra em vigor a partir da temporada 2028 e vai valer até 2033. Motor de 2 cilindros da Ténéré 700 deve servir de base para o que será usado nas pistas

27/06/2026 10:00

A partir da temporada de 2028, a Moto3 entrará em uma nova fase. A Yamaha Motor e a Dorna Sports anunciaram, durante o GP da Holanda, em Assen, um acordo de longo prazo que transforma a fabricante japonesa na fornecedora exclusiva de motocicletas da categoria até 2033. Com a mudança, chega ao fim a disputa entre os protótipos monocilíndricos de 250 cc de marcas como KTM e Honda, dando lugar a um modelo único, seguindo a filosofia já adotada com sucesso na Moto2 — atualmente equipada com motores Triumph — e na MotoE, que utiliza motocicletas Ducati.

O novo protótipo da Yamaha será oficialmente apresentado em 2027, embora os primeiros testes dinâmicos estejam previstos para o fim de 2026. A base técnica será o conhecido motor bicilíndrico paralelo CP2, utilizado em modelos de produção como a MT-07, Ténéré 700 e R7. No entanto, a fabricante deixa claro que o conjunto será profundamente modificado para atender às exigências das corridas de Grande Prêmio, tornando-se um motor completamente voltado para competição.

O projeto foi desenvolvido com três objetivos principais: oferecer uma relação peso/potência superior à das atuais Moto3, aumentar as dimensões das motocicletas para melhor acomodar o porte físico dos jovens pilotos e facilitar a transição para as categorias Moto2 e MotoGP. A partir de 2029, uma versão levemente menos potente da mesma plataforma também será utilizada no Mundial Júnior de Moto3 e em campeonatos de formação, como a Asia Talent Cup e a British Talent Cup, criando uma estrutura unificada para o desenvolvimento dos futuros talentos do motociclismo.

Segundo Paolo Pavesio, CEO da Yamaha Motor Racing, o objetivo vai além da construção de uma nova motocicleta. "Queremos criar uma plataforma capaz de apoiar pilotos, equipes e campeonatos por muitos anos, combinando acessibilidade, eficiência de engenharia e desempenho de alto nível", afirmou. Já Carlos Ezpeleta, diretor esportivo da MotoGP, destacou que a iniciativa fortalecerá o desenvolvimento de novos pilotos e ampliará a acessibilidade ao esporte em escala global. Para a organização do campeonato, a nova Moto3 representa um passo importante para consolidar a categoria como a principal porta de entrada para o Mundial de MotoGP e para formar a próxima geração de campeões.

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