Quatro Rodas

Teste: andamos na esportiva MV Agusta F3 800

Corpo de 600cc com motor vitaminado é a receita da provocadora MV Agusta F3 800

30/07/2015 10:32

Texto: Ismael Baubeta        nbsp;  fotos: Mario Villaescusa

A MV Agusta F3 800 é uma provocadora. Seu corpo compacto herdado do modelo F3 675 de 3 cilindros esconde 148 cv e reproduz o visual da consagrada F4 em miniatura. Basta subir na F3 para ter certeza que se trata de uma moto feita para divertir motociclistas em circuitos, sacrificando passeios amenos. Corpo lançado à frente sobre o tanque, pedaleiras bem recuadas e fina camada de espuma no banquinho antecipam que a finalidade é sobretudo velocidade com agilidade. A confirmação de que a F3 é de fato moto de pista vem ao dar a partida e sentir o ronco áspero do tricilíndrico, que parece de cilindrada maior tal o nível de ruído e vibração (fina) sentidos pelo corpo.

Sua disposição é enlouquecida, por isso a eletrônica embarcada se faz necessária: três mapas de resposta do motor (Rain, Normal e Sport), que também pré-definem as intensidades de atuação de controle de tração e ABS (podem ser desligados). Se quiser deixar registrada uma combinação própria, há possibilidade de salvar um quarto modo personalizado. A diferença é perceptível e o modo Rain, por exemplo, a deixa mansinha, quase sem graça. Já no modo Sport a F3 mostra instantaneamente quão perversa pode ser.

Os controles eletrônicos também atuam sobre o freio-motor, embora a embreagem seja do tipo deslizante para reduzir o travamento da roda traseira nas reduções mais nervosas. Com o câmbio rápido (quick-shift) ganha frações de segundo preciosas e perde menos rotações na elevação das marchas. O sistema ainda não atua sobre as reduções, recurso que estreou este ano em alguns modelos de 1.000cc. 

A leveza do conjunto é notada principalmente em sequências de curvas, onde a F3 não exige esforço para seguir a trajetória prevista. É como estar numa 600cc sem as limitações características de resposta em baixas e médias rotações. O mesmo comportamento eficiente você pode esperar das suspensões, muito rígidas para andar nas esburacadas ruas de nossas cidades, mas que oferecem estabilidade em bom asfalto. Suas regulagens ajudam a amenizar as pancadas, mas lembre-se: a F3 gosta é de circuitos, se você deixá-la muito relaxada comprometerá a estabilidade e as frenagens.

A MV Agusta custa R$ 57.900, ou R$ 3 mil a mais que a Ninja 636, única 600cc com um pacote eletrônico equiparável. Por esta diferença de valor leva-se um modelo que também inclui quick-shift, suspensão dianteira de 43 mm (contra 41 mm), freios com discos 10 mm maiores e flexíveis revestidos por malha de aço, além dos 17 cv e 1,8 kgf.m de torque a mais.

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